Secretária de Cultura de SP, Aline Torres chama atenção por investimentos na periferia
Um ano à frente da pasta, Aline descentralizou recursos, levou a Virada Cultural a 41 bairros e lançou a Rede Daora para capacitar jovens periféricos.
Comunicadora Social · Gestora Pública
Ex-Secretária de Cultura de São Paulo
Eu sou cria de Pirituba, filha de mãe baiana e pai paulistano. Foi nas ruas da periferia de São Paulo que aprendi, desde cedo, o valor da comunidade, da solidariedade e da oportunidade.
Estudei a vida toda em escola pública e foi no cursinho popular da Educafro que entendi que educação e cultura não são privilégio: são caminhos para mudar a vida de quem nasceu como eu.
Construí minha trajetória com muito trabalho e estudo. Sou formada em Relações Públicas, pós-graduada em Gestão de Projetos Culturais pela USP e formada pelo RenovaBR. Mas foi na prática, ao longo de mais de 20 anos de atuação na gestão pública, que aprendi a transformar ideias em políticas públicas.
Ver as conquistas →Números reais de uma gestão comprometida com São Paulo
O seu Deputado Estadual não pode caber em uma caixinha, porque você também não cabe em uma só.
Ele não pode olhar apenas para uma pauta. É preciso entender as necessidades que você enfrenta todos os dias.
Aqui, o nosso olhar é para as políticas públicas da periferia e para as necessidades reais de quem vive nela.
Porque é no nosso bairro que jovens estão esperando atendimento psiquiátrico, muitas vezes com poucos médicos para milhares de pessoas do bairro.
Já imaginou quantos jovens periféricos poderiam estar hoje trabalhando em grandes palcos, como Rock in Rio ou The Town, se tivéssemos um olhar do Estado para formação técnica, tendo a indústria da economia criativa como estratégia de PIB?
É esse olhar que eu tenho de política pública: o de quem vive a periferia na pele e sabe que São Paulo só avança de verdade quando as políticas públicas chegam a quem mais precisa e transformam potencial em caminho.
Da educação ao emprego, da saúde à cultura, da periferia à tecnologia, a política precisa abrir caminhos, aproximar oportunidades e fazer o desenvolvimento chegar a todos os territórios.
É na primeira infância que se formam habilidades fundamentais para toda a vida, como cognição, interpretação de texto, linguagem, criatividade e capacidade de aprender.
A desigualdade educacional começa cedo e pode limitar, desde os primeiros anos, as oportunidades que uma criança terá no futuro.
Por isso, defendo colocar a primeira infância no centro das políticas públicas, garantindo educação de qualidade desde o começo, para que nenhuma criança descubra tarde demais até onde poderia ter chegado.
A saúde mental se tornou um dos grandes desafios da nossa geração. O excesso de telas, os jogos online e a comparação constante com vidas idealizadas nas redes sociais têm afetado especialmente crianças e jovens.
Na periferia, esse desafio se soma à dificuldade de acesso a atendimento público adequado, com acolhimento, acompanhamento e cuidado no tempo necessário. Defendo uma saúde pública que olhe para a saúde mental com a mesma seriedade que olha para a saúde física, ampliando o acesso e fortalecendo o cuidado, especialmente para quem mais precisa.
A Economia Criativa é uma grande frente de geração de emprego e renda, mas ainda é pouco reconhecida como política de desenvolvimento.
Bares, restaurantes, eventos e grandes experiências movimentam uma cadeia que vai muito além do palco: técnicos de som e luz, produtores, roadies, cenógrafos, profissionais de audiovisual, comunicação e tantos outros.
Quero garantir que o Estado olhe para essa cadeia como um mercado de trabalho estratégico, ampliando a formação técnica e criando oportunidades para que, especialmente nas periferias, mais pessoas estejam preparadas para ocupar essas vagas e transformar talento em profissão e renda.
Assista ao vídeo de apresentação e entenda a visão de Aline para o futuro de São Paulo
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Um ano à frente da pasta, Aline descentralizou recursos, levou a Virada Cultural a 41 bairros e lançou a Rede Daora para capacitar jovens periféricos.
Aline Torres fala sobre a retomada do Carnaval de rua em 2023, após dois anos sem desfiles oficiais de blocos nas ruas de São Paulo.
Formações do programa Rede Daora são voltadas a jovens de 14 a 29 anos em três espaços culturais da capital paulistana.
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